A ginasta Daniele Hypólito conquistou em 2000 o melhor resultado da história da ginástica artística brasileira em Olimpíadas até então.
Com 37.337 pontos, ela ficou em 21º lugar na classificação individual geral dos Jogos de Sydney.
Na primeira prova da competição, salto sobre o cavalo, a ginasta não fez uma boa apresentação e obteve a nota 8.962. Já na trave de equilíbrio, Daniele conseguiu 9.325 pontos.
Sua melhor performance foi nas barras assimétricas, quando recebeu 9.600, sua maior nota. A última prova da competição foi o solo, onde a ginasta obteve 9.450 pontos.
A outra representante brasileira na competição, Camila Comin, não conseguiu classificação nas eliminatórias.
A melhor colocação de uma ginasta brasileira foi obtida em Barcelona-92 com Luiza Parente até os Jogos de Sydney. Ela ficou na 34ª colocação individual.
As três medalhas foram para a Romênia. Ouro para Andreea Raducan, prata para Simona Amanar e bronze para Maria Olaru.
Diego Hypólito busca primeira medalha olímpica da ginástica brasileira
Confiante que será o primeiro medalhista olímpico da ginástica brasileira, Diego Hypólito entrará no Ginásio Nacional de Pequim na madrugada deste sábado, a partir de 1h (horário de Brasília), para sua estréia em participações nos Jogos.
Bicampeão mundial no solo (2005/2007), Diego demonstrou bom humor até mesmo quando teve de superar dois problemas de saúde. No ano olímpico, o ginasta sofreu uma artroscopia no joelho direito e teve dengue, o que o deixou mais de um mês sem treinar. Porém, Diego acredita que os obstáculos foram desafios que lhe deram mais confiança.
- Alguns probleminhas que enfrentei este ano só serviram como mais uma lição, mais uma superação. Tive um tempo ideal para trabalhar a série e a cabeça. Treinei bem e isso me deu segurança. Treinando bem, você se sente mais tranqüilo – disse o ginasta que, com nota de partida de 16,70 (a mesma com a qual foi campeão em 2007) no solo, buscará a medalha olímpica tanto na prova em que é especialista, quanto no salto.
A equipe feminina formada por Daiane dos Santos, Ana Cláudia Silva, Jade Barbosa, Ethiene Franco, Laís Souza e Daniele Hipólito começará a disputar mais uma medalha para o Brasil na madrugada deste domingo.
Yezhova não compete pela Rússia nos Jogos de Pequim
Uma das grandes ginastas russas de todos os tempos, aos 26 anos de idade, Lyudmila Yezhova Grebenkova foi entrevistada pela International Gymnast Magazine sobre sua permanência ou não na equipe nacional.
Yezhova, medalhista de bronze por equipes nos Jogos de Atenas em 2004, é a ginasta mais experiente entre as representantes russas que brigaram por um lugar na equipe. A ginasta foi convocada a treinar com a equipe olímpica após o Campeonato Russo de 2008, onde terminou em 10º lugar no individual geral e conquistou a medalha de prata na final da trave.
Yezhova foi selecionada juntamente com Ksenia Afanasyeva, Kristina Goryunova, Svetlana Klyukina, Yekaterina Kramarenko, Yulia Lozhechko, Anna Pavlova, Kristina Pravdina, Ksenia Semenova e Daria Yelizarova.
A ginasta foi cortada das Olimpíadas pouco antes de agosto, sendo uma das poucas ginastas russas com chances de conquistar medalhas na trave e nas paralelas. No Campeonato Russo deste ano, Yezhova pontuou acima de 16,000 em sua prova de trave.
Após o encerramento dos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, Yezhova disse que poucas pessoas acreditavam em sua permanência na equipe russa, considerando principalmente o número crescente de jovens ginastas a nível internacional que lutavam por vagas na equipe nacional.
Grebenkova não sabe se continuará competindo após os Jogos da China, mas disse que tentará continuar, se possível, a praticar com perfeição suas provas de trave e paralelas, duas especialidades da ginasta.
Seleção aposta em mescla entre novatas e experientes para chegar à final
Após o nono lugar em Atenas/2004, a seleção feminina de ginástica artística está confiante no melhor resultado da história nos Jogos de Pequim. Para Eliane Martins, chefe da delegação, o time atual, formado por Daniele Hypólito, Daiane dos Santos, Laís Souza, Jade Barbosa, Ethiene Franco e Ana Cláudia Silva é o melhor que o Brasil já levou para a competição.
- Nossa evolução é algo notório. A equipe feminina é a melhor que já trouxemos para os Jogos Olímpicos. Há uma mescla da experiência de Daniele Hypólito e Daiane dos Santos com a juventude e talento de Laís Souza e Jade Barbosa. No ultimo Campeonato Mundial, ficamos em quinto lugar por equipes – lembra Eliane Martins.
Para a estreante Jade Barbosa, que deverá lutar por medalhas no individual geral, solo e salto, a experiência das companheiras foi fundamental para o desenvolvimento das mais jovens.
- Temos muito o que agradecer à Dani e à Daiane por tudo que fizeram pela ginástica. Elas são fundamentais para o grupo atual, sempre compartilhando suas experiências e procurando passar tranqüilidade para as mais novas.
Ginastas chinesas deixam má impressão em treino; EUA se destacam
Fei Cheng e suas colegas da equipe chinesa de ginástica artística vão precisar melhorar suas performances, e rápido, caso queiram vencer a competição por equipes na Olimpíada de Pequim.
As donas da casa esperam lutar com as campeãs mundiais dos Estados Unidos pelo título por equipes, no entanto, se o treinamento desta quinta-feira for indicativo de alguma coisa, elas podem nem chegar ao pódio.
As chinesas foram as primeiras a testar a arena olímpica, antes do início da competição feminina, no domingo, e cometeram uma inesperada seqüência de erros, quedas, erros, quedas, erros...
Começando pela trave, um dos aparelhos mais fortes para as chinesas, Yilin Yang e Yuyuan Jiang falharam em manter o equilíbrio e caíram. Três vezes campeã mundial no salto, Cheng também fracassou. Em oito tentativas, ela falhou em cravar na aterrissagem.
Mas a ginasta de 20 anos descartou a hipótese de que a pressão por conquistar o ouro em casa esteja afetando o time. "É normal cair durante os treinos, hoje não era competição", disse ela a repórteres.
As norte-americanas, lideradas por Nastia Liukin e a campeã mundial do individual geral Shawn Johnson, cometeram poucas falhas, com Liukin cometendo apenas alguns desequilíbrios na trave. Johnson pareceu um pouco insegura, sofrendo uma queda no solo e também escorregando nas barras.
Apesar do desempenho apresentado pelas chinesas, o técnico da equipe romena, Nicolae Forminte, acredita que as donas da casa estão na frente na disputa pelo título. "As chinesas têm uma equipe muito forte e é difícil batê-las", afirmou Forminte, cuja equipe levou o ouro nos Jogos de Atenas, há quatro anos.
Após lesão, ginasta inglesa dá enfoque ao trabalho de equipe
A ginasta britânica Elizabeth Tweddle não participará das provas de salto e trave nos Jogos Olímpicos de Pequim, que começarão oficialmente nesta sexta-feira, devido a uma contusão em uma costela. Com isso, uma das suas principais metas será ajudar a equipe inglesa a chegar à decisão.
Aos 23 anos, a campeã mundial nas barras assimétricas, em 2006, afirmou que ainda poderá disputar a prova de solo e nas barras na competição chinesa, mas sua participação olímpica ficou comprometida com a lesão. Ela competiu em Atenas, em 2004, mas não apresentou bom resultado, sendo a 19ª colocada no individual geral.
"As barras e o solo são as minhas provas mais fortes, então me concentrarei nelas", afirmou a inglesa, em declaração ao Comitê Olímpico Inglês. "Minha meta principal é fazer com que o nosso time consiga a classificação para a final por equipes".
Principal estrela da modalidade no seu país, além de primeira a ganhar uma medalha dourada em Mundiais e no Europeu, Tweddle nasceu na África do Sul, mas aos dois anos de idade mudou-se para a Inglaterra.
Com a retirada de duas provas do seu programa, Tweddle também foi obrigada a ficar fora da disputa do individual geral.
Depois de passar 15 dias em treinamento no Japão, a equipe brasileira de ginástica artística começou a se exercitar no começo desta semana em Pequim, sede dos Jogos Olímpicos. Na tarde do sábado passado (horário local, madrugada no Brasil), os atletas do país realizaram um treinamento em Pequim.
A movimentação, entretanto, não pôde ser acompanhada pela imprensa, uma vez que foi realizada com os portões fechados.
O treino da equipe brasileira aconteceu no Capital Institute of Physical Education, uma universidade voltada para a área de educação física. Durante os Jogos Olímpicos, os vários ginásios do local serão palco de treinos de diversas modalidades.
Os atletas brasileiros desembarcaram em Pequim na última sexta-feira, comemorando o período de aclimatação no Japão. A equipe é composta por Diego Hypólito, Daiane dos Santos, Jade Barbosa, Laís Souza, Daniele Hypólito, Ana Cláudia Silva e Ethiene Franco.
Em Pequim, a ginástica artística começará a ser disputada no próximo sábado, com a participação de Diego Hypólito. O atleta é uma das esperanças de medalha de ouro do Brasil nos Jogos, uma vez que tem no currículo dois títulos mundiais na prova de solo.
Somente Jade e Ana Cláudia competem individualmente
A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) anunciou a escalação da equipe de ginástica artística durante a aclimatação feita em Tóquio, no Japão. Apenas as ginastas Jade Barbosa e Ana Cláudia Silva devem competir no individual, se apresentando nos quatro aparelhos (solo,salto, paralelas assimétricas e trave). As outras integrantes de equipe devem disputar medalhas em até três aparelhos.
A escalação da equipe feminina já havia sido antecipada pelo UOL no começo de julho. Além de Jade Barbosa e Ana Cláudia Silva, Daiane dos Santos, Daniele Hypólito, Ethiene Franco e Laís Souza completam a equipe.
O representante masculino da ginástica brasileira, Diego Hypólito deve se concentrar em sua prova no solo, usando sua apresentação no salto como um aquecimento para sua especialidade.
Diego Hypólito confirmou a sua posição como ginasta mais completo do Brasil e conquistou o primeiro lugar na competição individual.
O julgamento da competição merece um destaque, pois foi bastante rigoroso, tanto na validação dos elementos e combinações do painel A, quanto nas notas de execução do painel B, portanto algumas notas baixas não condizem com o bom nível das apresentações.
Arthur Zanetti (reserva de Diego em Pequim) conquistou a medalha de ouro em sua especialidade, as argolas, com a nota 15.367.
Representante brasileiro nos Jogos de Atenas em 2004, Mosiah Rodrigues foi o terceiro colocado na final da barra fixa, somando 14,200 pontos.
As ginastas brasileiras mostraram em Maceió algumas das novidades que serão apresentadas nos Jogos Olímpicos de Pequim.
Ana Cláudia Silva apresentou grande evolução, com novos elementos em todos os aparelhos e mudanças nas séries de trave e paralelas, deixando-a com grandes chances de se classificar para a final do individual geral nas Olimpíadas. A nova série de barras tem uma potencial nota de partida de 6.8, e inclui uma seqüência muito difícil de Stalders carpados, Endos e Tkachev, tudo executado perfeitamente. Na trave, apresentou uma nova seqüência acrobática de duas reversões sem mãos, e uma ligação de giro com perna na horizontal seguido de reversão sem mãos à escala, com um potencial de nota de partida de 6.5.
Ana saltou um novo Yurchenko com pirueta e meia (nota de partida 5.5), e no solo voltou a fazer o duplo giro com a perna na horizontal, o que a deixa com uma nota de partida de 6.0, que deve ser elevada para 6.1 até as Olimpíadas.
Jade Barbosa, que terminou a classificatória em primeiro lugar, sofreu duas quedas na final individual e acabou ficando na segunda colocação. No solo Jade apresentou sua nova seqüência acrobática (pirueta e meia seguida de dupla pirueta para frente).
Com a mão machucada no início do ano, Jade apresentou nas barras paralelas uma prova mais fácil que a do mundial de 2007, e na trave uma nota de partida 6.9, porém com a queda no mortal esticado e a falha na ligação de alguns elementos, perdeu pontos preciosos de bonificação.
Daniele Hypólito conseguiu no Rio de Janeiro a motivação que precisava para voltar a se apresentar bem, e ficou com a terceira colocação na competição. Ela também apresentou novos elementos, como um Yurchenko com pirueta e meia no salto (cravado na competição individual) e uma nova série de solo com nota de partida 5.8, que pretende aumentar para 6.0 até Pequim. Nas paralelas, ela voltou a fazer o giro com pirueta na cubital com uma mão, aumentando sua nota de partida para 6.4, e na trave, tem uma das notas de partida mais altas da atualidade (7.1).
Laís Souza, que não competia os quatro aparelhos desde o Pan de 2007, está voltando ao ritmo de competições, e até Pequim a ginasta vai voltar a apresentar o bom rendimento que lhe rendeu o título de atleta do ano em 2006.
Daiane dos Santos mostrou que está de volta a boa forma, e que certamente apresentará em Pequim a prova de solo mais difícil de sua carreira para tentar a medalha olímpica, como ela mesma anunciou. Em Maceió ela sobrou em todas as acrobacias, inclusive no Duplo Twist esticado.
Ethiene Franco com boas provas nos quatro aparelhos, Milena Miranda despontando como uma especialista de paralelas e Juliana Santos, brigaram durante o Campeonato Brasileiro pela última vaga da equipe.
Bruna Leal, foi a campeã da categoria de 13 a 15 anos, a carioca foi um dos destaques da competição, com provas fortes em todos os aparelhos.
Conclusão do individual geral do Italian Championships 2008
Lia Parolari conquistou o título individual geral do Italian Championships 2008, em Arezzo.
Parolari, 17 anos de idade, bateu a experiente Francesca Benolli (18 anos) por seis décimos.
Paola Galante ganhou a medalha de bronze, por apenas 0.050 atrás de Benolli.
“Eu não esperava isto”, disse Parolari. “Embora estivesse esperando entrar no pódio. Eu soube que Paola e Francesca treinaram muito, mas eu tenho trabalhado muito para conseguir isto”.
A campeã mundial no individual geral de 2006 Vanessa Ferrari competiu apenas nas paralelas assimétricas. A ginasta pontuou 13.150, terminando em sétimo lugar no aparelho.
Parolari, que treina com Vincenzina Vanenti e Georgy Yudenko, conquistou a melhor nota na trave (15.150) e no solo (14.400).
Benolli, campeã européia no salto em 2005, ficou em primeiro (15.250), enquanto Paola Galante liderou as paralelas (15.200).
A campeã européia no salto em 2007 Carlotta Giovannini sofreu uma torção durante sua saída nas paralelas.
O ginasta do Stanford David Sender ganhou o título do individual geral no U.S. Nationals Masculino 2008, realizado em Houston.
Com um total de 180.700 pontos obtidos durante os dois dias de competição, Sender superou o ginasta do Oklahoma Jonathan Horton (180.450), e Joseph Hagerty (180.300).
Sender conquistou a terceira melhor pontuação no primeiro dia de competição, onde Paul Hamm foi o primeiro colocado.
Hamm, que foi o melhor no primeiro dia do U.S. Nationals 2008 por quase quatro pontos, sofreu uma fratura na mão durante sua prova de barras paralelas, na última rotação. O ginasta campeão olímpico retornou a Ohio, no sábado, onde aguarda uma cirurgia para voltar a competir.
Sender sofreu uma queda em sua apresentação no cavalo com alças, o seu aparelho mais fraco. No sábado, porém, brigando pelo título, Sender acertou todas as suas séries.
"Fico sempre nervoso em competições, mas você aprende a lidar com os nervos", disse Sender.
Horton não competiu bem na barra fixa, errando um Kolman pela segunda vez em Houston, mas teve um bom desempenho em todos os outros cinco aparelhos.
Hagerty foi o único ginasta que competiu em Houston sem cometer grandes erros. O ginasta disse que mostrou sua coerência durante toda a competição.